Juiz de Fora, 8 de Setembro de 2010
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Edição atual | n° 85 - 29/08/2010

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CDL - JF


Essa noticia foi publicana da revista edição n°79

Redação
 

    
Atuação impulsiona crescimento no varejo com foco em sustentabilidade

Promover campanhas e desenvolver projetos que valorizam o ser humano. A atuação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL/JF) vai além das ações do interesse lojista e do desenvolvimento econômico da cidade, junto ao estado e a todo o país. A diretoria coesa e atuante tem presença constante nas campanhas e projetos que buscam a qualidade de vida e a promoção da solidariedade. Exemplo disso foram as participações e parcerias na prevenção e combate à Hepatite C; a campanha de auto proteção da Polícia Militar; a realização do dia do voluntariado; a campanha para arrecadação de alimentos e roupas aos desabrigados das enchentes na região Destaque do Comércio 2008 – troca de ingresso com arrecadação de leite longa vida e, o trabalho em conjunto com a Fundação Lions em favor das vítimas do terremoto no Haiti. Tais campanhas foram possíveis em função do permanente trabalho da diretoria da CDL junto aos lojistas, comerciários e cidadãos, com divulgação e apoio. Dessa forma, a entidade se firma como agente propulsora do crescimento de Juiz de Fora e estimuladora de boas ações entre a população, unindo influência política e econômica com responsabilidade social.





Pauta Econômica: O mundo globalizado passou por uma crise que provocou choque em grandes potências econômicas. Como o comércio de Juiz de Fora reagiu ou vem reagindo para não sofrer grandes perdas e evasão dos consumidores?
Vandir Domingues – presidente da CDL/JF: A crise iniciou-se no sistema financeiro mundial e foi gerando consequências na economia global. A indústria sofreu de imediato o impacto da crise. O comércio começou a senti-la na sequência. Mas aqui em Juiz de Fora, ao invés de ficarmos lamentando, decidimos arregaçar as mangas. Fizemos promoções, ampliamos o prazo de crediário e o que nos diferenciou foi que nós, comerciantes, bancamos o crédito, o famoso carnê, que tanto nos ajudou a continuar o negócio como também favoreceu o consumidor. Com ousadia, nos apoiamos na criatividade das promoções e nas opções de crédito. Ou seja, acreditamos no consumidor.

PE: O varejo da cidade é notadamente reconhecido em toda a região. O comércio varejista é nosso ponto forte?
VD: Sim, o comércio varejista é o maior empregador do município e responsável pela maior parcela do PIB de Juiz de Fora, como parte do setor de serviços. A cidade é um pólo econômico e comercial da Zona da Mata. Portanto. É natural a atração de consumidores das cidades ao nosso redor. E ainda temos pontos importantes a nosso favor, como a própria estruturação do centro, com as famosas galerias, e a saudável concorrência de lojas tradicionais com grandes redes. Costumamos dizer que Juiz de Fora é um dos maiores shoppings a céu aberto do país. Tudo isso atrai pessoas, não só da região, mas de estados vizinhos, como o Rio de Janeiro.

PE: Se os clientes consomem, há o risco da inadimplência. A cidade sofre muito com esse problema?
VD: A cidade possui um passivo em torno de 500 mil títulos registrados em nossa base de dados. O problema do aumento do consumo e a geração da inadimplência é a falta de cuidado do lojista em se precaver dos riscos para a concessão de crédito, o que no passado ainda recente foi negligenciado. A CDL/JF dispõe de vários recursos para evitar a inadimplência e favorecer o comércio: garantia de cheques, que permite ao comerciante receber cheques e, caso haja inadimplência, nós o ressarcimos em até 100%; consultas SPC MIX, que permite obter informações nacionais completas do consumidor tanto de crediário, como também de bancos; SPC Score, que dá a probabilidade do consumidor ficar inadimplente num horizonte de três e/ou 12 meses; SPC Relatório, que são informações de pessoas jurídicas com todo o perfil de pagamento que a empresa realizou em 12 meses, avaliando a pontualidade, valor médio de títulos, etc. É bom frisar que a confiabilidade de um dado está no tamanho do banco que a empresa fornecedora de informações possui. Nós possuímos o maior banco de dados de toda a América Latina. É o nosso diferencial.

PE: Muitos especialistas dizem que o Brasil vai ser um dos principais expoentes da economia na próxima década. Qual a expectativa do senhor quanto à análise?
VD: A minha expectativa é de muito otimismo, e não é utópico. O Brasil foi o primeiro a sair da crise mundial, a recuperar os níveis de emprego, demonstrando que a economia nacional está dentro de uma normalidade para gerar um crescimento sustentável do nosso PIB. Em contrapartida, verificamos que representantes do Primeiro Mundo, como os EUA e alguns países da Europa, estão com a taxa de desemprego alta e um défict público muito grande. Esperamos que não haja nenhum erro de percurso na economia mundial que possa atrapalhar o nosso crescimento em 2010. Esperamos, também, que os países denominados "PIGS" - Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, que estão com a dívida pública e um déficit extremamente altos, possam recuperar suas economias, evitando um contágio de confiança na economia mundial.

PE: O senhor, como empresário reconhecido pelo potencial arrojado e diversificado, conhece bem o perfil do consumidor de Juiz de Fora. Como será o comportamento desse segmento nos próximos anos?
VD: Juiz de Fora, como pólo da Zona da Mata, atrai consumidores, mas também sofre a concorrência com outras cidades, o que é natural. O consumidor está ficando cada vez mais seletivo, exigente e informado. Além das opções habituais, ele ainda possui a internet como mais uma alternativa de compra. O crescimento do Brasil que se alinha no horizonte, aliado aos grandes eventos como Copa do Mundo e as Olímpiadas no Rio, vão trazer grandes benefícios econômicos para a nossa cidade. Para não perder o "trem da história", precisamos nos preparar, através da qualificação, da diversificação, da inovação e do bom atendimento. O comércio é fator preponderante para veiculação da renda no município, e entendemos que todos os segmentos da sociedade devem se beneficiar disso. Por isso, vejo como fundamental a união de todos por nossa cidade. Precisamos discutir juntos as dificuldades e as perspectivas envolvendo o Executivo, o Legislativo, as entidades de classe, as universidades, faculdades, todos os segmentos sociais para determinarmos um eixo, um objetivo maior transcendente que possa abarcar Juiz de Fora e também o seu entorno. Precisamos pensar Juiz de Fora, traçarmos um rumo para o futuro próximo.
 
 

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