Pauta II
IFET
Essa noticia foi publicana da revista edição n°79 Redação
Ensino profissionalizante é revigorado com ampliação de campus e vagas
O Brasil vai encerrar 2010 com 380 escolas federais de educação profissional, quase o triplo do número de unidades que possuía em 2002. A expansão vai proporcionar a ampliação das vagas num total de 500 mil alunos atendidos. O quadro é extremamente positivo e favorável para estudantes que deixam o ensino médio em busca de oportunidades de trabalho. A nova realidade, que está revigorando o ensino profissionalizante no país, surgiu com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IF), em dezembro de 2008, formados com a extinção dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), as Unidades Descentralizadas de Ensino (Uneds), as escolas agrotécnicas e as técnicas federais, além de algumas outras vinculadas a universidades. No lugar de todas essas nomenclaturas, o país começa a ver fortalecidos nas regiões brasileiras os Institutos Federais e suas divisões por área. No caso da região sudeste, o IF tem unidades estabelecidas nos campi de Juiz de Fora, Barbacena, Santos Dumont, Rio Pomba, São João Del Rei e Muriaé oferecendo ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. A presença dos institutos é tão forte que eles compõem a quinta maior instituição brasileira em presença nas cidades do país, perdendo apenas para empresas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e INSS.
O reitor do Instituto Federal, Mário Sérgio Costa Vieira, comemora a força de Minas na empreitada rumo à qualificação do jovem brasileiro. “Lutamos para que Minas Gerais fosse o estado com o maior número de unidades - que receberam, só no ano passado, R$ 40 milhões em investimentos. Isso significa um estímulo, especialmente, para nossa região”. Para Mário Sérgio, a criação dos institutos representou um avanço em duas áreas distintas: operacional, para acabar com parte da burocracia existente no funcionamento das escolas; e filosófica porque “o objetivo atual é estimular o ensino, a pesquisa e a extensão com base nos anseios e necessidades de cada região, visando eliminar os gargalos que o mercado possui”, explica.
Entre as conquistas do IF/Sudeste de Minas está o curso de Agroecologia de Rio Pomba, “o primeiro do país na área”, reforça o reitor. Durante as aulas, os estudantes aprendem a elaborar produtos orgânicos, sem agrotóxicos. Outro destaque é a transformação do campus de Santos Dumont em um centro de excelência de educação e pesquisa na área de ferrovia. “Temos os cursos técnico, superior e até pós-graduação na área”, comemora Mário Sérgio. “Hoje, atendemos seis mil alunos e o objetivo é alcançar os 15 mil na região”, vislumbra. O crescimento vem em momento oportuno. “O mercado sofre com a falta de técnicos nas mais diversas áreas. Para se ter uma ideia dessa carência, quem conclui o curso técnico em laticínios, por exemplo, sai da sala de aula empregado. O mesmo acontece com o ecológico. O mercado é bom e exige qualificação. E os institutos estão aí para receber os alunos de braços abertos”, ratifica o reitor.
Governo Federal investe R$ 10 milhões no Campus de Muriaé
Muriaé é a mais nova unidade do Instituto Federal Sudeste de Minas. O campus chega para atender toda a microrregião e o noroeste do Rio de Janeiro, num total de IF/Muriaé “nasceu para apoiar a economia e suprir a demanda do setor produtivo por profissionais qualificados, funcionando como um indutor do desenvolvimento econômico e social”, revela. A unidade oferece cursos técnicos em Agroecologia, Eletromecânica, Vendas, Secretariado, Reparador de Roupas e superiores de tecnologia em Design de Moda e Administração.
O campus de Muriaé surgiu de uma ampla consulta à comunidade. “A prefeitura se interessou pelo projeto que teve apoio do vice-presidente, José de Alencar, e de outros políticos. A união de forças encontrou aval necessário no atual reitor do IF, Mário Sérgio Costa Vieira, que fechou parceria com o campus de Rio Pomba para construção da unidade de Muriaé. Com a ideia aprovada, foi a vez do trabalho de campo. A equipe pedagógica identificou as demandas educacionais e de mercado do entorno, para que as expectativas de ensino público e de qualidade fossem atendidas em sua totalidade. Foram investidos R$ 10 milhões em espaço físico, centro de pesquisas, laboratórios e equipamentos. São 236 vagas em cursos regulares e outras 90 para os de qualificação.
Assim como os demais campi que integram os Institutos Federais, “a unidade de Muriaé contempla todas as etapas e modalidades de ensino (educação básica, técnica, profissionalizante, graduação e pós-graduação – lato-sensu e strito-sensu), ampliando os horizontes dos alunos e promovendo formação profissional de qualidade, humana e inclusiva”, assegura a diretora. A expectativa para os próximos anos é crescer cada vez mais. “Nossa meta é erradicar o analfabetismo, ofertar cursos em sintonia com as necessidades da região, estimular a pesquisa, produção cultural, o empreendedorismo e o cooperativismo, apoiar ações que geram trabalho e renda e formar professores para educação básica”, salienta Elisete. A diretora completa: “não existe desenvolvimento que não passe pela educação e a proposta dos Institutos é justamente esta - educar para promover cidadania, trabalho e desenvolvimento”.